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Mensagens

A mostrar mensagens de 2012

Haja ordem na AR

Não é preciso informar os menos precavidos da nossa sociedade para o triste espetáculo que diariamente nos confrontamos com exemplos vindos da nossa Assembleia da República. Puderão dizer que na Àsia é bem pior, onde as cadeiras e os murros prevalecem. Era o que faltava estar-me a preocupar com os asiático, a mim interessa-me estes exemplos bandalhos, representativos, dizem-se no meu pequeno Portugal. No dia 22 de novembro, mais um pobre espetáculo, assisti, bem longe do local e através das TVs, onde nem a Presidente se livrou de tal peixarada. Mas enfim, um dia alguém disse que os portugueses se teriam de habituar, não se referindo às coisas passadas na AR, mas que eu direciono mais esta informalidade na pequenhez representativa que vão surrupiando os miolos a quem lhes paga.

Chamaram-lhe Greve Geral

 Quanto a mim uma greve é quando o trabalhador quiser e não quando lhe é imposta. Mas uma greve faz sentido simplesmente quando faz doer a parte contraditória e não quando este se fica a rir, dizendo que nada perdeu e até lucrou. São estas as pseudo-greves gerais que ao longo dos anos tenho assistido em Portugal. Mas não só tem acontecido o contraditório mas a oposição de quem quer trabalhar e lhes´são barradas todas as hipóteses de deslocação. assim, não considero uma greve e muito menos geral, quando se proibe o livre acesso.Mais uma declarada greve dita geral se proporcionou no dia 14 de novembro. Digo dita porque eu fui impedido de me apresentar ao trabalho por falta de transportes. Mas quem pode lucrar com estas paralisações? Quanto a mim apenas uma meia-dúzia de funcionários podem lucrar com tais paralisações até porque o dinheiro lhes não faz falta. Elas sãos os funcionários do Metro, da CP e até os estivadores, cujos ordenados são muito acima daquele auferido pelos três q...

Um arenal para os olhos

Durante anos, dizia-se que Portugal vivia uma ditadura onde os governantes, trauliteiros, deixavam morrer o povo à fome e não satisfeitos atiram com a policia de choque ao povo. Como se não bastasse essa onda de choque ainda existiam os crápulas da policia política que prendia inocentes e os enviavam para a prisão do Tarrafal, Cachias, Peniche, entre outras prisões. O povo aguentou tudo isto durante, diz-se quarenta anos. Em 1974, na madrugada alguém padrasto da sociedade ofereceu-se para libertar a sociedade oprimida. Então, uns militarzecos na ordem dos trinta anos, resolveu a sua vidinha e a de mais alguns amiguinhos instaurando o estado de sítio e deitando a ditadura abaixo. Portugal foi então considerado livre. Mas essa liberdade, pagou-se e paga-se caro. Aos cidadãos do trabalho foi oferecida uma migalha para matar a fome e assim andaram calados durante anos. Ao fim de 38, acharam-se gozados por esta classe política, sem distinção de cores, chamando-lhes de ladrões. Foi o pri...

Uma vida putativa

Quando me conheci, a vida era duríssima. Pais, mães e avós, debatiam-se com a míserável oferta de trabalho, que por uns também míseros tostões, se esmeoçavam do nascer ao pôr-do-Sol, dobrados por debaixo da coluna vertebral a tal espinha humana que vergada o dia todo e à noite se renegava em voltar à posição vertical, para que o sustento fosse garantido. Os patrões, aqueles santos que durante anos mataram a fome a numerosas familias, um dia foram escorraçados e muitos deles até abandonados do berço de ouro que os viu nascer. As terras foram abandonadas e os agricultores abandonaram as suas lides por uns trocos. Os grandes hipermercados, estariam a ser abastecidos por grandes superficies espanholas, francesas ou alemãs. Quanto ao produto português, nem vê-lo. Os grandes campos de cultivo alentejanos ou transmontanos, ficaram ao abandono, carregados de giestas ou mesmo transformados em matagal, porque não valia apena lavrar a terra. Os trabalhadores, muitos deles sem terem ...

Um país de doutores

Não há movimento nesta administração pública onde o título não se pronuncie minuto a minuto. Isto é doutor para aqui, doutor para ali e doutor para acolá e o trabalho a abarrotar nas secretárias, à espera de um despacho de um outro doutor mais habilitado. Alguém disse um dia que a maioria das habituais licenciaturas, não passe de um acerto na escolaridade obrigatória, mas eu adianto ser o acerto de contas das grandes instituições privadas do chamado ensino superior. Mas se o título resolvesse o emaranhado das causas, tão negativas que elas se encontram, até não se perderia tudo, mas afinal o que encontramos neste canudo é o de um indicador de incompetências dos problemas, paredes meias com a falta de experência na formação empresarial. Até estes tempos, cairam na administração pública a maioria dos licenciados, que avolumaram as circunstaciais e excessivas cargas despesistas com pessoal do Estado, para pouco proveito, em prejuizo dos profissionais de longa carreira, com experi...

Meu Portugal a arder

O meu país está conzento e poucos carecem de optimismo para o verem verdegente. Por este país abaixo ou acima, para nascente ou poente é ver-mos as matas recheadas de massa inflamada, deixada pelos madeireiros que depois de chuparem a matéria bruta das árvores se desmancham das miúdezas verdegentes que depois de ressequidas, ardem que nem papel de jornal. Mas se eu quisesse desmoronar estas arbitrariedades, inflegindo argumentos para que as matas fossem minimamente limpas, não vejo apoio áqueles que precisam de ajuda pelas autoridades no sentido de obrigar os madeireiros a retirarem essa matéria. Mais me apraz salientar nesta tristeza esfumeada que os ajuntamentos se deveriam fazer antes dos grandes incêndios e em colaboração com as autoridades camarários ou juntas de freguesia, poderem planear algumas limpezas, na zona mais movimentada, triturando as impurezas. Seriam milhares de euros que a nossa economia lucraria em vez do prejuizo, material, animal e humano, que nos confrontamos an...

Portugal continua sob brasas

Questiono-me se não seria mais rentável em se fazerem ajuntamentos para limpar os terrenos para prevenção de incêndios, que desvastam a maior parte da riqueza nacional e a destruição do ambiente, a se fazerem ajuntamentos para combate aos incêndios, quando nada ou pouco mais há a fazer do que controlar o fogo, que varre tudo que encontra e leva à sua frente.A culpa que sempre se ouviu dizer não morrer solteira, recai em certo grau na irresponsabilidade de quem está à frente dos destinos do País, incluindo as juntas de freguesia e câmaras municipais. Mas se a prevenção é um fator de comum utilitário, encontramos umas autoridades adversas a esclarecer aqueles que se tentam precaver do mal alheio. Então vemos as florestas que são devastadas pelo fogo de Norte a Sul de Portugal, a cada ano de Verão que passa e transformando a zona verde então envolvente, num escuro cinza desolador. Mas também há uma espécie de imbecis que vivem à custa do abate das árvores...

Férias 2012

Demorei a encontrar a banheira com água temperada, mas valeu apena.De manhã, à tarde ou ao entardecer a temperatura da água convidava, sempre, qualquer ser humano a dar mais um mergulho. Para dar cor à pele, até nem era necessário deitar-me na areia estaladiça, bastando mergulhar nas águas amenas do mediterrâneo e assim, saborear a belo prazer aquelas paisagens. Era uma cidade sempre em movimento, fosse na praia ou no Bus, ou mesmo a cada dois minutos a observar cada aeronave que chegava e demorava a aterrar e sentir o arrastar das malas de viagem de gente que chega e parte. Numa hora de observação aérea, trinta montros dos ares se faziam à pista do aeroporto em segurança, que mais parecia em fila indiana à espera de vez . Era entre as nove e as dez horas da manhã que o movimento aéreo mais se notava, e eu enquanto me banhava no Arenal, ía presenciando o movimentodeste tráfego aéreo. Se uns desciam outros levantavam voo para os seus...

Licenciatura Low Cost

Miguel Relvas, ministro do PSD e atualmente braço direito do primeiro-ministro Passos Coelho, concluiu na Universidade Lusófona uma licenciatura em menos de um ano, frequentado ?! apenas quatro cadeiras ficando ao critério da Instituição as equivalências no desempenho profissional do aluno o que perfez a trinta e duas cadeiras. Para quem conhece a vida de Miguel Relvas, dará para questionar se um determinado cidadão que nasceu e cresceu nas J partidárias, tem futuro profissional e se tem capacidades profissionais para ser um bom gestor e de que tipo de funções é que realmente está ou não em condições para assumir as rédeas de uma empresa, com qualidade. Mas o que é que nós, cidadãos deste país conhecemos destes pseudo-administrativos vindos da política e sua utilidade, mais que não seja o da ocupação de poleiros. Mas esta licenciatura, para além de ter sido super-rápida e pelos vistos na Lusófona até nem é a única, falando-se em mais 89, talvez J de outros partidos, a Universidade vem ...

As equivalências dão que falar

Quando frequentei o ensino superior, confrontei-me com alunos já formados noutros estabelecimentos do ensino superior público e do privado.Aos alunos vindos doutra instituição como o da extinta universidade moderna, procuravam no ISEL a base de sustentação de formação numa licenciatura credenciada, contudo, era-lhes dificil concentrar os estudos adquiridos na anterior instituição nas bases das matérias da atual conjuntura, com o grau de exigência dentro do instituto público em confrontação com a instituição privada, acabando muitos deles por abandonar a continuidade dos estudos no ISEL. Mas o que me apráz em tal confrontação até nem está em saber do crédito do sistema de ensino entre instituições, agora não concebo que o mesmo equilibrio de sustentabilidade não esteja previsto em institutos como o de Setúbal ou de Aveiro, onde nas mesmas disciplinas os alunos apenas são confrontados em metade da matéria. Mas há outros factos não consistentes dentro as instituições onde a cre...

Também se pode chamar democracia

O espetáculo acolhido. ontem, no parlamento da Madeira, foi de uma nobreza paupérrima ao estado deste estado de coisas a que somos obrigados a assistir, na pobre democracia portuguesa. Estávamos habituados a ver espetáculos idênticos nos paíse Asiáticos, one o comum dos desaguisados é a confrontalidade física ou material entre os parlamentares levando algumas das vezes ao contacto físico, ou o voar das cadeiras ou mesmo uns murros bem dados nos adversários. Mas em Portugal não é muito simpático ver atitudes menos práticas a não ser uns corninhos, ou o nome da avó, como insulto, de termos o único, o incansável, o José Manuel Coelho a enfrentar o rei João Jardim, mas ao colo de um agente da autoridade. .

Com ^três sentidos apenas...

Os meus olhos vêem O que as minhas mãos folheiam E os meus lábios meditam. Soletram sentidos, afagam letras, acarinham ideias Secam-se os lábios E cortam-se os dedos no folherar. Os olhos, quando lêem , trespassam volúpias, Modelam desejos. Os olhos São como as mãos E como os lábios Que decifram Os nossos pensamentos imaginados...

Quinta da Tapada

Foi nesta quinta Que eu crescera na companhia dos meus pais, Dos irmãos, dos primos dos tios e dos vizinhos E correndo em despique com os arcos e de pé descalço Por entre os ramos de giestas, das folhas dos carvalhos e dos eucalípto, da caruma dos pinheiros , Saltando entre as picadas do tojo e as pedras abandonadas nos caminhos Acompanhados pelo maravilhoso cheiro do ar puro e ao som do chilreio dos passarinhos, Dos pombos bravos e das rolas A melhor diversão Enquanto os mais velhos à hora da sesta, degolavam uma bela soneca. Para os mais crescidinhos o espaço da bricadeira era outro Pois tinham que tratar das lides caseiras e do amanhar da terra Ou ter de tratar da alimentação dos animais, que descansavam nas cortes Nada mais fazendo se não o de comer e do dormir. Mas no mês de Maio a labuta agrícola era mais dura Para se poderem fazer as melhores colheitas no Outon...

Uma missão de risco

O serviço militar em Portugal foi sempre considerado um dever ao serviço da Pátria. No entanto, foi a partir da década de sessenta que aos jovens portugueses se exigiu uma missão mais rigorosa, por causa do rebentamento da guerra em África. Grandes contingentes militares e em força na maioria com poucas formações militares, embarcavam para as frentes de batalha, como quem diz, como carne para canhão. No alistamento a situação física ou psicológica de cada mancebo, ou a posição de sustentabilidade familiar, pouco interessava. O que o país precisava era de mancebos alistados nas forças armadas, fosse no ramo da armada, no exército ou na força aérea era um ato patriótico, daí se dizer que quem não fosse para a tropa ou mesmo não embarcado para o teatro das operações era um inapto para a sociedade e para o resto da vida. Durante anos e após o jovem português ter completado dezoito anos de idade, o seu alistamento era efetuado obrigatoriamente e através de edital bem afixado à port...

O ladrão da bicicleta

Ontem dia 20 de junho de 2012, calmamente na mesa de jantar com a minha esposa, sensivelmente às 20, 30 horas e ao som de uma chuva que molhava as folhas dos feijões e das batatas, saboreava uma bela perna de perú, quando um sem vergonha entra na minha habitação e apodera-se da bicicleta que estáva estacionada a descansar.Ainda tentei barrar-lhe a saída porque a minha esposa sentiu uma sombra em movimento, mas o sacana já se tinha posto a milhas. Mas o mais caricato deste ladrão é que nem com um automóvel estacionado e com o condutor ao volante à porta se importunou  a entrar em local alheio.

Uma data feliz

No dia 28 de setembro de 1983 Na barriga da mãe que o gerava Um pequeno ser que ao mundo estava para vir Pontapeava, mexia-se e voltava-se de cabeça para baixo, fazendo o pino. Incomodada por tal situação E por precaução a mãe a trouxa arrumou E rumámos em direção à clínica que o iria acolher, Fosse para esse dia ou noutro que ele achasse por conveniência. Já na Av. António Augusto Aguiar, Na clínica aguardámos a chegada do médico assistente. Consultada a parturiente, o médico alertou pela demora Talvez daqui a quatro a cinco dias o nascimento se efetivasse Mas pelo sim e pelo não o melhor era arranjar quarto clínico e hospedar-se. Já tarde longa, quase noitinha As águas se rebentam e eu toco a campainha em estado de alerta Mas ninguém me quis ouvir É que o sistema estava avariado. Corro em busca de auxílio e então lá aparece uma funcionária a dar o alerta Para que o pessoal de serviço se preparasse para mais este nascimento. Foi dado de seguida o...

Usos e costumes barrosões

De madrugada se levantam os pastores E a primeira lide que executam Consiste na do encaminhamento dos animais para os prados. Estes por sua vez que se arranstam uns atrás dos outros Transportam um chocalho pendurado no pescoço Para prevenção e aviso prévio do local. Pelo caminho ou dentro dos prados Os animais usam o enorme rabo para sacudir as moscas Que por vezes até tocando na cara do pastor, Que sem dó e piedade se descarta com um normal palavrão. Já dentro dos prados os animais se espalham na procura da melhor messe E onde uns são abandonados no pastoreio E outros ficam vigiados pelo seu dono Sempre em companhia de um ou mais fiel amigo, o cão. Depois e de estômago cheio, O animal recolhe ao curral. No Verão as manhãs são amenas E por vezes com uma aragem fresca de ar puro a correr, A convidar qualquer visitante a uma caminhada pela montanha. As tardes...

Encanto e beleza da mãe natureza

A população a cada dia que passa Está cada vez mais reduzida e mais envelhecida. As aldeias estão cada vez mais desertificadas Mas é no Norte de Portugal que esta situação mais se nutre. São as aldeias que escondidas numa imensidão montanhosa que convidam os jovens a fugir da agricultura E refugiando se na cidade ou na emigração Procurando a sua sustentabilidade e sobrevivência. São destas aldeias que entaladas nas íngremes montanhas Que de cheiros e ruídos próprios Nos propagam a beleza natural E de uma verdura encantadora, dos prados, das árvores Das nascentes e das fontes Dos fontanários e dos ribeiros, onde a água corre, suavemente.

Cidade e as serras do Norte de Portugal

Do alto da serra do Leiranco vejo Uma imagem maravilhosa. Vejo também o verde e o amarelo das serras do Leiranco De braço dado com a do Larouco. Quando do olhar prostrado para nascente Vislumbro ao fundo Sapiãos encostado à serra do Leiranco E o rio Terva a alongar-se para a linda vila de Boticas. Mas lá para o alto E no meio dos pinheiros, se encontra a igreja do Senhor da Serra. Mais distante Entre o verde e o amarelado da terra queimada, A 103 se alonga nas suas curvaturas Por entre pinheiros e prados Até chegar às aldeias e à linda cidade de Chaves. Mais para poente e nos horizontes da serra do Larouco Que estende por terras de Espanha Vejo a centenária e linda aldeia de Cervos Com as suas casas centenárias e as a água a correr nos tanques Espalhados pela freguesia Que também servem de bebedouros aos animais, E mais no centro a linda Igreja Matriz. Seguem-se as aldeias de Sarraquinhos e Arcos que de mãos dadas Se entre-...

A alma da terra

A serra barrosã numa mistura das serras de Leiranco e do Larouco São o suporte de união das vilas de Boticas e de Montalegre, Situada no extremo Norte de Portugal Delimitando as fronteiras portuguesa e espanhola. Aqui e muito isoladas da Capital Encontramos aldeias quase desertas Com poucos habitantes e muito deles Já de idade avançada. As Serra são líndissima E  os nossos olhos vislumbram aqui e além mais aldeias entre as montanhas Com o seu verde característico dos prados e das folhas das árvores, remexendo Das aldeias-mães de Cervos, de Serraquinhos e de Arcos... Com as suas casas de granito centenárias,muitas degradadas Onde se sente no Inverno o assobiar do vento e  o som das água a correr nas ribeiras, Onde os moinhos se perdem por entre a vegestação Com todo o encanto e beleza, Mas no Verão Propagada toda esta beleza no negro acinzentado e triste da terra ar...

Ribeira de Lordelo

A ribeira de Lordelo Passa pro baixo da ponte, Por causa das raparigas Muita solinha se rompe. Ai ai ai ai ai...                                         bis Muita solinha se rompe,                          Ó rapaz deixa romper. É que por baixo da ponte, Muita solinha se rompe. Ai ai ai ai ai...                                          bis O sapateiro é pobre,            ...

Pontapé na redondinha

Ainda não é o pontapé de saída nem foi da melhor maneira o pontapé de entrada no Europeu de futebol de 2012 da seleção portuguesa. É que antes das verdadeiras competições se realizam jogos para o apuramento de detalhes. Por vezes até achamos que tais detalhes não são ajustáveis, tal e qual a forma de colocação das pedra no leito desportivo. Àqueles  que se sentam na bancada e que pagam a tarjeta para ver os eventos desportivos, querem sentir o pulsar dos atletas, que por vezes não recompensam. Foi assim e como eu milhares de adeptos sentiram aos jogos de preparação da secleção dita que é nossa - a portuguesa. Mas todos esperamos que o Europeu que vai arrancar em 6 de junho, contrariam as espetativas e que os atletas portugueses que entram em campo no dia 9 demonstrem a sua garra. Viva Portugal.

África amiga

Mesmo antes de aterrar em Luanda e lá do alto das espelhadas asas do avião,  já denotava que o pó a pisar era diferente daquele a que estava habituado. Embora a minha missão fosse a de militar das forças armadas, em missão de serviço, não fazia a mínima ideia do perigo a que iria ficar sujeito a partir do momento que pisava Luanda. Foi na madrugada do mês de setembro de 1974, que aconteceu. Mas e embora não consciente do perigo que nos esperava, eu e mais três camaradas rumámos apeados desde o aeroporto de Luanda até à unidade militar para que fomos destacados e que ficava a escassos metros, entre bairros luxuosos e os musseques e também porque não tínhamos à nossa espera qualquer viatura militar. Mas ainda não tínhamos passado a porta de armas do ATA, já tínhamos engolido em seco as palavras amargas de um cidadão residente em bairro de luxo de moradias, de cor caucaseana, possivelmente natural do puto mas a governar a sua vidinha no ter...

Dinheiro mal gasto pela CP

Como utilizador das linhas do caminho de ferro portuguesas, seja na linha de Sintra ou de Cascais, depáro-me diariamente com atropelos para transpor as barreiras de controle de tráfego. Nestas barreiras que nada controlam, sistematicamente somos barrados, utilizadores credenciados, pelas barreiras de vidro, porque o leitor do passe não operou devidamente. Mas para colmatar esta lacuna não só pelos gastos dispendidos com a maquinaria de controle, levamos também em cima com os caloteiros que se fazem circular na CP  à borla, sem o referido título de transporte ou o mesmo inválido. Por algumas vezes, deixara de transpor tais barreiras ao me aperceber que atrás de mim caminhava a passos largos um desses infratores, detendo-me no propósitos. Porém, tenho reparado que na estação de caminho de ferro, são aos magotes os infratores, que algumas vezes ao serem questionados pelos seguranças, lhes respondem em tom provocador...

Justiça à portuguesa

Sempre que se denunciam casos sobre a justiça portuguesa, se escreve que ela é cega, mas quando e no bate-papo estão os intervenientes diretos que são precisamentes os magistrados e os juizes estes dizem que quando a aplicam dizem que a justiça é célere. No entanto e no topo da hierarquia do Ministério Público, está o PGR. O  último , quando tomou posse, até disse: " não permitirei uma justiça para ricos e outra para pobres". Mas aqui, também  fica a minha grande dúvida sobre a qualificação da riqueza ou da pobreza. Será que eu compreendi bem o que o PGR quis dizer? Pelos vistos, não. É que agora os crime estão classificados com a cor do colarinho e os que o não usam?. Então encontramos o colarinho do autarca A e o colarinho do ex.presidente B. Mas estes colarinhos vão sendo trocados várias vezes e usados em conformidade até ficarem sem cor, arrastando-se os processos em Tribunal sem fim à vista. Mas a atuação da...

Governantes sem vergonha

Não tenho conhecimento do peso da carteira do Estado Português. Mas oiço que o País está a atravessar uma das piores crises dos últimos anos. Todos os dias somos atacados de forma, insensível, sem pudor, sem respeito, com cortes sistemáticos de todo o género e feitio. O Estado Social continua a pagar atrasado às entidades credoras, rouba ao cidadão indefeso o 13º e o 14º mês, ou nas pensões. Mas esta confusão foi instalada na cabeça das pessoas e não vejo quaisquer tipo de reações. Os governantes, todos os dias, pedem aos cidadãos mais sacrifícios e contenção nas despesas e continuam a dizer, não há dinheiro. Mas continuam a gastar à fartazana e sem pudor. Continuam a fazer gastos impróprios em carros de luxo, em estudos que não levam a conclusão alguma. Foram trinta anos de despesismo a troco de promessas. Construi-se em excesso em vez da recuperação. Abandonou-se a agricultura e as pescas a troco de subsídios e à compra de jeepes. Sem compaixão dos pobres, nem dó daqueles que sem...

O gosto pelo comer

Gosto muito de comer e não me venham cá com tretas que é o trabalho que dá saúde. A saúde está no prato, no copo e numa saborosa soneca depois do pequeno-almoço, do almoço ou do jantar. O comer dá força, vitalidade e prazer. O trabalho faz cálos, faz doer as costas e causa uma grande fadiga. No prato nada disso me acontece. O mais que me pode acontecer quando como em excesso é sentir o ranger das maxilas. Mas se começar por comer uma sopa antes ou depois do prato principal, nada me incomoda. nem invejo o que fizer o contrário. Para mim tanto se me dá como se me dê. O que quero é sopa, seja a do pobre ou a do rico. O meu gosto pela sopa, foi porque fui habituado a isso. Sim. A sopa da boa, com feijão, com massa ou arroz, com couve, cenoura e nabo, mas também com batatas trituradas ou por triturar e depois de fervida  com um fio de azeite, passado à fervura. Mas se na sopa constar umas rodelas de chouriço, um ...

Figura primeira ou segunda

A indigitação democrática das figuras do Estado, por inerência de tão altos cargos de escolha para as primeira e segunda individualidades de Estado, são sem qualquer dúvida, um nobre gesto de quase todos os participantes quer por sufrágio direto ou indireto. Honrar a democracia e representarem o povo com suma nobreza, deveria ser tão límpida como a água que corre nas ribeiras por entre altas montanhas e não como a água poluída que vasa nas marés do Oceano Atlântico.

Um dia terá de ser

Para a nossa pouca sorte Ninguém escapa definitivamente à morte. E quando morre alguém, Uma parte de nós morre também. Ficamos sem saber o que fazer Ficamos sem saber o que dizer. Nestas alturas, só nos resta acreditar Para o nosso pobre coração consolar. E que um anjo ganhou uma nova alma Para que possa velar por quem ama. E que nesse dia, Ao seremos recebidos como um novo ser Quando essa nossa hora chegar... Ou quando tiver que ser.

Poetas da minha terra II

Eu cortei o pinheirinho, Eu cortei-o está cortado E o ladrão do meu amor Já tem outro namorado. Trai larai la larai lai lai    Trai larai la larai lai lai. Eu deixei o meu amor, Eu deixei-o, está deixado. Trai larai la larai lai lai Trai larai la larai lai lai      Dobadoira Doba, doba, dobadoira, Não me enrices a meada, Quero dobar o nobelo, Tenho a minha mão cansada. O nobelo era d’oiro, Não me cabia na mão, Doba, doba, dobadoira, Chabe do meu coração.    O pinheirinho

Poetas da minha terra

Menina que está na cama, Entre dois lençóis de linho, C’uma mãozinha no peito E com outra no passarinho. Menina que está à janela No seu sono elebado, Ponha-se a pé, benha à janela, Benha oubir cantar o fado.

Obrigado Maria do Carmo Vieira

Obrigado Drª Maria do Carmo, pela entrevista dada à TVI informação, no programa "olho por olho"sobre o estado do ensino e dos ensinamentos em Portugal.   Por isso digníssima Senhora Professora, permita-me este desabafo Há muito que não vi um programa televisivo até ao fim. Mas no dia 21 de maio, achei encontrar a pessoa certa a falar sobre o ensino em Portugal e no lugar certo, que é a Tv. Em comparação com a Drª MCV sobre o  conhecimento desta matéria, eu sou um pigmeu. Eu que pertenci ao menor grupo de estudantes por turma que então frequentavam o ensino. Foi na década de sessenta, onde no 3º ano de curso (5º ano) a turma de finalistas apenas continha 12 alunos –do curso de formação montador electricista (eletricista na atual conjuntura linguística). Fui um dos últimos alunos que frequentou um dos bons cursos onde o ensino técnico de então preponderara. Mas do bom que o ensino tinha, levou à época uns inteligentes a decidirem acabar com eles. Foi do ensino técnic...