Foi nesta quinta
Que eu crescera na companhia dos meus pais,
Dos irmãos, dos primos dos tios e dos vizinhos
E correndo em despique com os arcos e de pé descalço
Por entre os ramos de giestas, das folhas dos carvalhos e dos eucalípto, da caruma dos pinheiros ,
Saltando entre as picadas do tojo e as pedras abandonadas nos caminhos
Acompanhados pelo maravilhoso cheiro do ar puro e ao som do chilreio dos passarinhos,
Dos pombos bravos e das rolas
A melhor diversão
Enquanto os mais velhos à hora da sesta, degolavam uma bela soneca.
Para os mais crescidinhos o espaço da bricadeira era outro
Pois tinham que tratar das lides caseiras e do amanhar da terra
Ou ter de tratar da alimentação dos animais, que descansavam nas cortes
Nada mais fazendo se não o de comer e do dormir.
Mas no mês de Maio a labuta agrícola era mais dura
Para se poderem fazer as melhores colheitas no Outono.
A quinta da Tapada fica numa íngreme encosta
A poente de Lordelo, abaixo de Agarez e por entre o Serrão
Que delimita a zona fronteiriça de Vila Marim.
Na década de sessenta, esteve sempre bem tratada
Que mais parecia um jardim.
Acompanhada da verdura das ervas e dos milhos, na Primavera e Verão
Ou mais amarelada quando os centeio nos lameiros estavam prontos para a colheita
E em sua volta, nos bardos e ramadas
As videira a crescer e as uvas a amadurar, para serem colhidas no Outono
Onde o vinho depois de colhidos passava para dentro das pipas
Para depois e nas horas de refeição ser apreciado em copos
Para regar uma boa refeição.
Agora tudo se tem transformado
Bem para pior.
O verde desapareceu
E o jardim deixou de ser tratado convenientemente.
Tudo se desmorunou naquela quinta
Devidamente tratada pelos meus pais, tios e vizinhos
Onde o verde desapareceu e se transormou em terra batida
Por tudo o que vi e ainda vejo
PElo cuidado em que a Tapada fora tratada
E o deixou de ser
A minha homenagem aos saudosos idosos que por lá passaram.
Que eu crescera na companhia dos meus pais,
Dos irmãos, dos primos dos tios e dos vizinhos
E correndo em despique com os arcos e de pé descalço
Por entre os ramos de giestas, das folhas dos carvalhos e dos eucalípto, da caruma dos pinheiros ,
Saltando entre as picadas do tojo e as pedras abandonadas nos caminhos
Acompanhados pelo maravilhoso cheiro do ar puro e ao som do chilreio dos passarinhos,
Dos pombos bravos e das rolas
A melhor diversão
Enquanto os mais velhos à hora da sesta, degolavam uma bela soneca.
Para os mais crescidinhos o espaço da bricadeira era outro
Pois tinham que tratar das lides caseiras e do amanhar da terra
Ou ter de tratar da alimentação dos animais, que descansavam nas cortes
Nada mais fazendo se não o de comer e do dormir.
Mas no mês de Maio a labuta agrícola era mais dura
Para se poderem fazer as melhores colheitas no Outono.
A quinta da Tapada fica numa íngreme encosta
A poente de Lordelo, abaixo de Agarez e por entre o Serrão
Que delimita a zona fronteiriça de Vila Marim.
Na década de sessenta, esteve sempre bem tratada
Que mais parecia um jardim.
Acompanhada da verdura das ervas e dos milhos, na Primavera e Verão
Ou mais amarelada quando os centeio nos lameiros estavam prontos para a colheita
E em sua volta, nos bardos e ramadas
As videira a crescer e as uvas a amadurar, para serem colhidas no Outono
Onde o vinho depois de colhidos passava para dentro das pipas
Para depois e nas horas de refeição ser apreciado em copos
Para regar uma boa refeição.
Agora tudo se tem transformado
Bem para pior.
O verde desapareceu
E o jardim deixou de ser tratado convenientemente.
Tudo se desmorunou naquela quinta
Devidamente tratada pelos meus pais, tios e vizinhos
Onde o verde desapareceu e se transormou em terra batida
Por tudo o que vi e ainda vejo
PElo cuidado em que a Tapada fora tratada
E o deixou de ser
A minha homenagem aos saudosos idosos que por lá passaram.
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