Não tenho conhecimento do peso da carteira do Estado Português. Mas oiço que o País está a atravessar uma das piores crises dos últimos anos. Todos os dias somos atacados de forma, insensível, sem pudor, sem respeito, com cortes sistemáticos de todo o género e feitio. O Estado Social continua a pagar atrasado às entidades credoras, rouba ao cidadão indefeso o 13º e o 14º mês, ou nas pensões. Mas esta confusão foi instalada na cabeça das pessoas e não vejo quaisquer tipo de reações. Os governantes, todos os dias, pedem aos cidadãos mais sacrifícios e contenção nas despesas e continuam a dizer, não há dinheiro. Mas continuam a gastar à fartazana e sem pudor. Continuam a fazer gastos impróprios em carros de luxo, em estudos que não levam a conclusão alguma. Foram trinta anos de despesismo a troco de promessas. Construi-se em excesso em vez da recuperação. Abandonou-se a agricultura e as pescas a troco de subsídios e à compra de jeepes. Sem compaixão dos pobres, nem dó daqueles que sempre viveram mal, nunca houve uma pinga de vergonha ou respeito para com o povo trabalhador, seja do campo ou da cidade, da vila ou da aldeia. Ao invés, todos os representantes partidários, governantes ou cidadãos afins, todos satisfeitos e com ar importante, os cabecilhas dos partidos, não se importam em ver o cidadão explorado para continuar a esbanjar nas campanhas partidárias. É e será sempre uma afronta a grande quantidade de dinheiro que se esbanja com tais festerolas, restando ao cidadão comum, remoer para dentro.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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