Como utilizador das linhas do caminho de ferro portuguesas, seja na linha de Sintra ou de Cascais, depáro-me diariamente com atropelos para transpor as barreiras de controle de tráfego. Nestas barreiras que nada controlam, sistematicamente somos barrados, utilizadores credenciados, pelas barreiras de vidro, porque o leitor do passe não operou devidamente. Mas para colmatar esta lacuna não só pelos gastos dispendidos com a maquinaria de controle, levamos também em cima com os caloteiros que se fazem circular na CP à borla, sem o referido título de transporte ou o mesmo inválido. Por algumas vezes, deixara de transpor tais barreiras ao me aperceber que atrás de mim caminhava a passos largos um desses infratores, detendo-me no propósitos. Porém, tenho reparado que na estação de caminho de ferro, são aos magotes os infratores, que algumas vezes ao serem questionados pelos seguranças, lhes respondem em tom provocador. As barreiras apenas vieram atrapalhar os cidadãos cumpridores dos seus deveres e direitos, os outros, os incumpridores ou empurram ou saltam por cima.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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