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Meu Portugal a arder

O meu país está conzento e poucos carecem de optimismo para o verem verdegente. Por este país abaixo ou acima, para nascente ou poente é ver-mos as matas recheadas de massa inflamada, deixada pelos madeireiros que depois de chuparem a matéria bruta das árvores se desmancham das miúdezas verdegentes que depois de ressequidas, ardem que nem papel de jornal. Mas se eu quisesse desmoronar estas arbitrariedades, inflegindo argumentos para que as matas fossem minimamente limpas, não vejo apoio áqueles que precisam de ajuda pelas autoridades no sentido de obrigar os madeireiros a retirarem essa matéria. Mais me apraz salientar nesta tristeza esfumeada que os ajuntamentos se deveriam fazer antes dos grandes incêndios e em colaboração com as autoridades camarários ou juntas de freguesia, poderem planear algumas limpezas, na zona mais movimentada, triturando as impurezas. Seriam milhares de euros que a nossa economia lucraria em vez do prejuizo, material, animal e humano, que nos confrontamos ano, após ano.

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