Quanto a mim uma greve é quando o trabalhador quiser e não quando lhe é imposta. Mas uma greve faz sentido simplesmente quando faz doer a parte contraditória e não quando este se fica a rir, dizendo que nada perdeu e até lucrou. São estas as pseudo-greves gerais que ao longo dos anos tenho assistido em Portugal. Mas não só tem acontecido o contraditório mas a oposição de quem quer trabalhar e lhes´são barradas todas as hipóteses de deslocação. assim, não considero uma greve e muito menos geral, quando se proibe o livre acesso.Mais uma declarada greve dita geral se proporcionou no dia 14 de novembro. Digo dita porque eu fui impedido de me apresentar ao trabalho por falta de transportes. Mas quem pode lucrar com estas paralisações? Quanto a mim apenas uma meia-dúzia de funcionários podem lucrar com tais paralisações até porque o dinheiro lhes não faz falta. Elas sãos os funcionários do Metro, da CP e até os estivadores, cujos ordenados são muito acima daquele auferido pelos três quartos da outra população trabalhadora. Sou utente da CP e pago o meu passe. Outros, simples trabalhadores, cumprindo os seus deveres de cidadãos, palavras para quê se mês a mês a empresa não mantem um serviço operacional. Mas não. Não é capaz de de impor uma ordem nos seus trabalhadores. Os seus maquinistas raramente cumprem horários e os utentes da linha, com mais ou menos taquicárdias sofrem pela calada. Mas neste dia além de ver representadas as tais brigadas de grevistas a impedir o acesso a quem queria trabalhar, assistiu-se a uma manifestação da CGTP, e mais tarde a um festival de arruaceiros a atirarem pedra da calçada, à policia e ao seu Corpo de Intervenção, que instado nas escadarias da AR, protegia não sem quem, mas que e àquela hora não estariam deputados na casa da Nação.Ao fim de uma calçada à portuguesa destruída, porque já estava espalhada pela escadaria de acesso ao Parlamento, eis a ordem de avançar na carga policial, perante um povo ordeiro e que apenas se estava a manifestar dos seus direitos. Foram precisas duas horas de espera para que o CI carregasse nos agitadores. Só que estes ditos levavam avanço e poucas vergastadas lhes acertaram a não ser nos pseudo-admiradores que não foram lestos na devandada. Neste tipo de ataques, aparecem sempre uns pseudo-inocentadas que apenas tinham passado por ali a ver a banda passar e que não se tinham apercebido de tal aglomerado de população, mas o suficiente de terem levado no lombo. Tal como no futebol, mais tarde aparecem os críticos sobre a carga policial e dos seus excessos ou talvez não. Mas como cidadão precavido, estas descascas até nem me incomodam. Incomodam sim é como o povo se deixa ludibriar com conversas de treta dos sindicalistas, estes sim, sempre ganhadores. Será que alguém me pode indicar um secretário geral que viva na miséria e que não se tenha servido dos contribuintes sindicalizados e não só, porque eu embora não sindicalizado, também contribuo através dos meus impostos para esta cambada que apenas luta pelos seus pregaminhos. Questiono-me se algum dirigente da CGTP, da UGT ou outros, algum dia quererão parar o país, evocado o não ao aumento de deputados na AR e que esta não sirva como centro de emprego, onde se trabalha, perdão, onde meia-dúzia trabalham e os restantes à sombra da bananeira aproveitam o embrião da chucha e à não benesses do dirigismo e do presidencialismo, quando fora daquelas quatro paredes, aqui sim, podem contar comigo.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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