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Mensagens

A mostrar mensagens de 2015

Viver em comunhão de solidariedade

Se se vive sozinho é uma aparente tristeza porque não temos quem nos chateie, quem faça barulho ou nos parta um prato na cabeça. Mas se vivemos em familia, todo o ruído nos chateia, até o ressonar do ou da acompanhante durante o passar pela brasas nos aborrece. Se chegamos cinco minutos a casa mais tarde do que de costume, aqui del-rei que nos esquecemos que em casa há mais alguém a precisar de companhia. Em casa a ajuda para fazer o jantar ou mesmo engomar a roupa de que todos sujamos, mesmo sempre respartida é sempre pouco trabalho. Se estamos com mau-humor, aqui del-rei que não somos humanos e que a mulher é pau para toda a obra, tudo é má companhia e um marido pouco sociável à familia dando mau ambiente e mau tratamento se não seguir à risca o trato do ou da companheira. Para além dos problemas familiares entre marido e mulher, do filho que não faz nada ou só vê televisão e destrói a refeição no caixote do lixo, ainda temos que levar com os azedumes passados no trabalho, com queixa...

Nem só de vitórias vive a democracia

Em Portugal houve eleições no dia 4 de outubro de 2015 para as legislativas. Quando tudo se pronuncava para que Passos e Portas fossem os grandes derrotados, eis que o povo português entendeu, cautelosamente não entender assim. É que a legislatura da coligação PSD/CDS, durante os quatro anos volvidos entre 2011 a 2015, não foi fácil e os portugueses, todos, mas todos sofreram na pele a austeridade. Claro que houve uns mais do que outros sofreram mais, principalmente aqueles que se viram despedidos pelas suas empresas.Mesmo assim e com todas as dificuldades de governabilidade a coligação designada por PaF - Portugal à frente,sagrou-se vencedora e de imediato o PS se deu como derrotado, mas não tanto o BE e a CDU, como sempre se dão coo vencidos, tenham 5 ou 20 por cento da votação. Mas nessa hora houve mesmo vencedores e vencidos. Nas horas imediatas todo o caldo se transtornou e só faltou ao BE chamar de burro ao representante do PS se este não fosse competente em tomar conta dos desti...

Ajude-me a cair

Eram sensivelmente 18 horas e 30 minutos do dia 17 de agosto de 2015, primeiro dia de trabalho depois de gozadas as merecidas férias passadas a guardar as vacas do meu sobrinho Zé Pedro, nos prados de Cervos. Ao atravessar, como sempre fora da passadeira de peões, vizivelmente pintadas na Av. das Forças Armadas em Lisboa, uma senhora de idade madura, nos mesmos moldes aproveitou a falta de movimento automóvel para executar o atravessamento da artéria. No separador central, um muro com cerca de 30 centímetro a senhora pede-me um especial favor no sentido de a ajudar a descer. Dizia ela que não era a primeira vez que caía e temia que voltasse a acontecer. Assim, a senhora agarrada ao meu braço esquerdo tentou saltar para o alcatrão mas não foi tão rápida, escorregando e tendo uma nova queda. É que o muro é ondulado e leva as pessoas a escorregarem quando o pisam e a escorregarem para a faixa contrária. Da janela do meu local de trabalho, assisto a que várias vezes as pessoas se protelam ...

Obrigado, mil vezes obrigado

Sei que quase nada tenho feito por ti. Que nem sempre fui tão ativo como o deveria ser e carinhosamente estar a teu lado, acariciando-te e fazendo-te sorrir, mesmo que a tua vontade seja pouca e motivada pelas insuportáveis dores do sofrimento que no corpo e na alma te fazem estremecer. Mas tu és a todo-poderosa mulher que me saiu na rifa para amar e não usar para depois deitar fora.Deste-me um rebento e me tornas-te pai, que orgulhosamente te agradeço muito.Não esquecerei a minha mãe que cedo me deixou e a falta que me fez não só a mim mas também aos meus irmãos,que vejo em ti, algumas das vezes não só a mãe do meu filho mas a imagem da minha mãe também.Mulher, mãe, amiga... Por vezes não te sei compreender e não tenho o condão de sufragar a espera. Muitas das vezes fui cruel para contigo,tomando atitudes que não merecem perdão.Mas tu fizeste-te esquecida e eu a teu lado a sinto arrepios, esperando umas bufetadas bem dadas que me deves e tens para me dar.

Na imensidão da dor

Depois de ter passado pelo Ortopedista e lhe mostrar o CD das minhas mazelas, suspiro de alivio. Não é que a minha coluna tem mesmo bicos de papagaio? Mas como nem só de bicos de papagaio um ser humano pode ser protelado, há que acionar as outras mazelas proteladas pelos joelhos e pela anca, com as mafiosas artroses a romperem com a solidão de quem se acha no direito de arredar com a dor. Adicionando às malfadadas dores musculares que se arrastam pela perna esquerda que se presam em me deixar caminhar como se uma perna tivesse que ser arrastada depois de presa a um pedregulho e sofragado ao estimulo de quem mais terá que sofrer, não só de artroses e bicos de papagaio e o PDI, protelado.

Uma solidão num espaço vasio

Há uns tempos a esta parte, sepultei-me numa imensidão de espaço vazio. Para uma pessoa só é demasiado o espaço que ocupo. Ver TV, passear à volta do jardim e ver o feijão verde e os tomates crescerem, não é a mesma coisa que estar na presença da família, comer o jantar a tempo e horas e ouvir umas vozes, algumas vezes discordantes como, não fazem nada e esperam que tudo apareça feito. Uma a sós, é solitária demais para os meus gostos, mas terei que suportar as quesílias familiares que acontecem de vez enquando.Valha-nos o espírito de sacrifício e fazer de conta que viver sozinho é saudável e ter que aturar a família se torna cansativo. Não. Não é bem assim. Houvir ruídos nos quartos e o bater nos talheres fazem vibrar a oportunidade que vivem em comunhão, não cansa é ser mais feliz.

Uma desfeita não se faz, presidente

O Sporting, afinal, até nem se portou mal, na época futebolística de 2015. Ganhou a taça de Portugal, após muito sofrimento das hostes sportinguistas,que quase abandonavam o estádio Nacional ao fim de 80 minutos de jogo e a perder com o SC de Braga por 2-0 e no seu presidente Bruno de Carvalho, cuja tristeza se desbaratou após o términos da partida e das penalidades falhadas pelo Braga. Mas o Marco, com um pouquinho de sorte, até se safou na taça, mas não se livrou da chicotada psicológica. Foi trocado pelo JJ do Benfica. Óh presidente, isto não se faz. O Sporting de Marco não podia fazer melhor se compararmos o plantel humilde que caracterizou o Sporting nesta época em comparação com os craues FC do Porto ou os do SLB comandados pelo Jorge Jesus. Bruno de Carvalho, o presidente leonino, uma vez mais espero não se vir a sentir desgostoso ao manter Deus na equipa B elevando ao plantel principal Jesus com a ajuda do petrodólares do Sobrinho Espírito Santo, Amén.

Porrada à campeão

No dia 17 de maio de 2015, Domingo, no final da tardinha, o futebol em Guimarães virou no final, com o Benfica campeão numa jornada pró-futebol do assalto ao armazém do Vitória Futebol Club. Novos e menos novos, rapazes e raparigas, gamaram o que puderam, calma e friamente como se nada estivesse a acontecer. Até parecia que estava-mos num país da América -latina ou no Brasil ou porque não em África, onde e de vez enquando lá se faz uma gatunagem do caraças. Mas enquanto no interior do armazém se selecionavam os equipamentos desportivos e seus trens de embalagem,a transportar pelas ratazanas, no exterior, um cidadão, pacato ou não estava a levar umas cacetetadas no lombo, dadas por um subcomissário da PSP, que sem dó nem piedade, de partir o cassetete nas costa do cidadão Matosinhense, que foi à bola ver o seu Benfica sair de Guimarães bicampeão de futebol na época 2014/2015 e na companhia dos seus filhotes e estes do avô, apreciativamente desconfortados a verem o seu pai a ser humilhad...

Silêncio que se faz tarde

Reina uma calmaria na avenida E dentro da sala apenas se ouve o bater no teclado Pois temos a aproximação do feriado do 1º de Maio E de um fim de semana prolongado. Porém alguém mete umas moeda no moedeiro E da máquina do café se ouve o trabalhar Será que alguém está ensonado Ou o prazer do café quer saborear. Os carros sobem e descem a avenida E agora o ruído de um avião Nos passeios, porém Não se vê um peão. O mesmo se passa com a rama dos pinheiros Que aprecio pela janela Quietinha a sua caruma Que faz lembrar a chegada do Verão. Muda e queda Está ela à minha frente Será que merece uma palavra Ou despeço-me de boca fechada.

Ombro, arma?

Companheiro. Jámais ouvirei a voz de comando, característica tua, que costumavas ostentar quando eu entrava na instalações do IMT, com o guarda-chuva ao ombro, recordando a G3 como a menina que dormiu comigo, no quartel, à cabeceira da cama quando mencebo. Ombro arma, companheiro, dizias tu quando à porta do edificios saboreavas o teu cigarrito. Partiste cedo. Foi cedo demais. Então aqui te envio com sinceridade um voto de saudades, esmerando no teu sofrimento nos últimos dias vida. Aquele outro sorriso e sempre bem-disposto áquela hora de almoço onde passavas umas horas a saborear a refeição e me dirigias uma saudação simpática sempre que passava, e hoje o espaço vazio.

Sem perdão

No acumular depressiativo dos acontecimentos, a coisa aconteceu. Não vale apena lastimar-me nos acontecimentos, até porque não há perdão. Tocar numa mulher com as pontas dos dedos é como ferir uma flor de tédio. Mas a coisa foi rápida e já não há perdão. Mas eu sou assim, nasci assim e cresci assim. Não aguento a pressão de quem me enfrenta ou critique o meu trabalho. Uma vez mais fracassei e até poderia ferir de morte, aquela que ao longo dos anos me ajuda a crescer e a criar o nosso filho. Mas a rapidez espurádica da acção é mais forte e chorar pelo leite derramado já não tem perdão e mais um pecado cometi. Sei que nos meandros da vida isto não esquece. Dura eternamente e vem sempre ao de cima. Mas de que vale tudo isto se não tem perdão e se efetivamente há amor em cada segundo que passa ou apenas, gerar a ilusão de não se querer ficar só.

Cubaias e pouco cubaias

Estamos em sistuações muito mais graves daquelas que nos libertámos-se é que nos libertámos a uma quarentena de anos. Os amigos andam por aí, mas quem tem amigos destes não tem que se preocupar com os inimigos. Mas se temos amigos do coração e inimigos dos tomates, hoje temos outra classe operária de amigos que nos esfolam. Eles andam por todo o lado e mal se deixam dormir, para não perder pitada para nos aferroar. O seu peso é inversamente proporcional aos atos de malvadez que nos sopram. Se eles estão em todo o lado mas não os vemos em lado algum, é porque alguém lhe bufa e os coloca em sintonia com a irregularidade da agonia, estamos todos tramados. Sim, tramados. Mas somente aquele que têm de deixar o calor dos lençóis,e ao frio ou à chuva são esfulados como coelhos, antes de entrarem na panela, sob pressão, que é o mundo do trabalho.