Há uns tempos a esta parte, sepultei-me numa imensidão de espaço vazio.
Para uma pessoa só é demasiado o espaço que ocupo. Ver TV, passear à volta do jardim e ver o feijão verde e os tomates crescerem, não é a mesma coisa que estar na presença da família, comer o jantar a tempo e horas e ouvir umas vozes, algumas vezes discordantes como, não fazem nada e esperam que tudo apareça feito.
Uma a sós, é solitária demais para os meus gostos, mas terei que suportar as quesílias familiares que acontecem de vez enquando.Valha-nos o espírito de sacrifício e fazer de conta que viver sozinho é saudável e ter que aturar a família se torna cansativo. Não. Não é bem assim. Houvir ruídos nos quartos e o bater nos talheres fazem vibrar a oportunidade que vivem em comunhão, não cansa é ser mais feliz.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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