Sei que quase nada tenho feito por ti. Que nem sempre fui tão ativo como o deveria ser e carinhosamente estar a teu lado, acariciando-te e fazendo-te sorrir, mesmo que a tua vontade seja pouca e motivada pelas insuportáveis dores do sofrimento que no corpo e na alma te fazem estremecer.
Mas tu és a todo-poderosa mulher que me saiu na rifa para amar e não usar para depois deitar fora.Deste-me um rebento e me tornas-te pai, que orgulhosamente te agradeço muito.Não esquecerei a minha mãe que cedo me deixou e a falta que me fez não só a mim mas também aos meus irmãos,que vejo em ti, algumas das vezes não só a mãe do meu filho mas a imagem da minha mãe também.Mulher, mãe, amiga...
Por vezes não te sei compreender e não tenho o condão de sufragar a espera. Muitas das vezes fui cruel para contigo,tomando atitudes que não merecem perdão.Mas tu fizeste-te esquecida e eu a teu lado a sinto arrepios, esperando umas bufetadas bem dadas que me deves e tens para me dar.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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