Companheiro. Jámais ouvirei a voz de comando, característica tua, que costumavas ostentar quando eu entrava na instalações do IMT, com o guarda-chuva ao ombro, recordando a G3 como a menina que dormiu comigo, no quartel, à cabeceira da cama quando mencebo. Ombro arma, companheiro, dizias tu quando à porta do edificios saboreavas o teu cigarrito. Partiste cedo. Foi cedo demais. Então aqui te envio com sinceridade um voto de saudades, esmerando no teu sofrimento nos últimos dias vida. Aquele outro sorriso e sempre bem-disposto áquela hora de almoço onde passavas umas horas a saborear a refeição e me dirigias uma saudação simpática sempre que passava, e hoje o espaço vazio.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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