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Mensagens

A mostrar mensagens de 2013

Tens o domínio da Terra

Tu, que não tens p´ra contar Nenhum cêntimo contigo, Tu que te julgas mendigo, Desgraçado como um réu, Pára esta noite, por um momento Para contar no firmamento, Todas as estrelas do céu ... Tu, que caíste na estrada, A maldizer tua sorte, Pedindo a Deus pela morte Por que não podes andar, Olha a grandeza da terra, Todo espaço que ela encerra, E começa a caminha ... Tu que vives pelas ruas, Tu que dizes não ter casa, Que a vida é tábua-rasa, Que não tens onde morar ... Nem precisas de arquiteto, Piso é a terra, céu é o teto, Tens o mundo como lar !... Tu, que dizes passar fome, Por que este mundo é ingrato E nada põe no teu prato, Se não miséria e ganâncias, Estande a mão p´ra apanhar Tudo o que a terra quer dar Na maior das abundâncias ... Tu, que maldizes os outros, Por que a eles tudo é dado, Mas a ti, pobre coitado, Nada sobra, nada vem ... Antes, porém, de queixar-te, Usa tudo a mesma arte E hás de colher ...

Fecha a porta moço...

Uma vez mais os comboios da Linha de Sintra não responderam às necessidades de quem espera e desespera nas estações Como sempre e se houver falhas o comboio suprimido é quase sempre o Sintra-Alverca. Aconteceu hoje mesmo mais uma lacuna e o comboio que deveria ter partido de Sintra às 08 horas e 03 minutos, não partiu. Mas como o das 08 horas e doze minutos com destino à estação do Rossio partiu a horas, foi o suficiente para o apanhar até à estação da Damaia, afim de se fazer o transbordo para o comboio de Mira - Sintra - Oriente. Mas para desespero de alguns, pelos atrasos e de outros pelos incómodos causados pelo excesso populacional no interior das carruagens, outro dos contratempos e comuns são os desleixados dedos que ficam presos nas portas. Desta vez coube a uma moça ver entalado o seu dedo polegar na porta da terceira carruagem, quando esta abriu na estação da Damaia. Gritava a moça com as dores e do incómoda da porta demorar a fechar-se, gritando de dor e ao mesm...

29 de Setembro de 1983

Ainda o dia nascia E os ponteiros do relógio não se tinham cruzado, Caminhando para os primeiros dez minutos Apontava-me a Enfermeira para o nascente da paridura.  Não vez a cabecinha do teu filho? Não - não via, Mas no rosto da partoriente - o sofrimento E no rosto do pai - a ansiedade, Era o que via. No sofrimento de quem estava a parir, Naquele dia de Setembro, E como pai em declínio desconfortável Eu vi A Enfermeira a apanhar o recém-nascido do nacedouro, enferrujado E se encaminhar para o primeiro duche. Pelos primeiros gritos As lágrimas me vieram aos olhos Num sentimento de alegria, Até ao poder apertar a recente cria. Agora posso ver o que não via. O rosto de alegria No teu rosto. Tens nos olhos a  luz que faltava, O meu retrato. Agora posso ver o que então não via O rosto da minha alegria E no teu rosto. 

Mais uma greve na CP

Foi no dia 07 de novembro de 2013 que a CP decidiu uma vez mais parar os comboios de Portugal. A chamada greve que acarreta prejuizos para quem quer ir trabalhar e lucros para aqueles que não têm prejuizos, já que o material circundantes não tem desgastes, além da criação de camadas oxidantes, vulgo ferrugem, por falta de manutenção. Por sua vez os utentes, tal como eu, de passe na mão, encontramos as cancelas escancaradas, sempre que as tais greves acontecem. Espetacular. As cancelas ficam abertas em dia de greve, mas fechadas em dias de não grave - porque será? Senhores administradores da CP, comboios de Portugal, poupem os utentes, cidadão contribuintes que têm o seu passe pago e sem demoras querem o caminho livre nas passagens, quer sigam para o trabalho ou no retorno, para casa. As barreiras, são um entrave diário aos utentes legais da CP, menos aos incauto incumpridores que arrastam quem paga e não pagam, ou mesmo saltando-as sem que alguém se oponha a tal ato de v...

Você II

Seu coração, vejo claro, Tem um toque de criança Que canta, brinca e balança Desde que o dia amanhece ... Seu coração é tão lindo, Esquece todas as mágoas, É como o sol sobre as águas, Que limpa, brilha e aquece ! Eu vejo o seu coração Como uma mina encantada, Não deixe a porta fechada, Pois ele é lindo demais ! Pela bola de cristal, Vejo dentro tanto amor, Como um jardim todo em flor, Florindo cada vez mais. Agora eu olho o seu corpo, Vejo o seu corpo perfeito, Pois foi assim, desse jeito, Que o criador o moldou ! Na harmonia do universo, O seu corpo é diferente Do corpo de toda gente Que neste mundo habitou ... Você tem mãos benfazejas, É tão bonito o seu rosto, Você tem muito bom gosto Nas roupas que você veste ... Seus gestos são agradáveis, Suas palavras amáveis Tem a doçura celeste ! Você ama a liberdade, Tem justiça, tem consciência, Tem o dom da inteligência, Tem certeza do sucesso ... Você sabe perd...

Você

Eu olho as pedras do morro, Eu olho os troncos das árvores, Eu olho as luzes e as cores Que Deus no Céu acendeu... Eu olho as águas dos rios, Eu olho as ruas e estradas, Eu olho as casas pintadas E pergunto - quem sou eu? Eu olho os bichos da terra, Eu olho os peixes do mar, Eu olho as aves no ar E tudo o que a gente vê... Eu olho as gentes que andam Pelas ruas, nas calçadas, Nas praças e nas sacadas, E penso - quem é você? Quem é você neste mundo? Será uma estrela perdida, Brilhando aqui nesta vida Sem dar-se conta por quê? Ou será um ser obscuro Nada... mil vezes nada... Mas, enfim - quem é você? Você... Você... Quero ver O que seus olho dirão, O que me diz sua mão, O que me diz o seu ser. O que me dizem as cartas, O que me diz o cristal, Pode sorrir - não faz mal, Mas agora eu quero ver. Você... Você... Já estou vendo, Vejo tudo com clareza. Você tem tanta beleza, Como igual não há ninguém! Vejo...

15 dias para remodelar

O Governo português e a oposição tiveram quinze dias de conversações para analisar o atual sistema politico, proposta emanada do Presidente da República. O resultado era o que se esperava. Não haja confusões, uma laranja é uma laranja e uma rosa é uma rosa. Zé Seguro e Passos Coelho, não se entenderam e então tudo voltou à estaca zero. Continuará Passos a achar que há funcionários públicos a mais ou Zé Seguro acha que Portugal não vai ser obrigado a reduzir a dívida a mais curto prazo? Um e outro não conhecem a realidade do país, por que somente estão de olho no se umbigo

O tempo também implica com a produtividade

Efetivamente o temporal que se abateu em Portugal em 2013, foi drástico para a economia Nacional, segundo Vitor Gaspar, o ministro das Finanças, principalmente para o primeiro trimestre. Mas passados seis meses do temporal, veio um pouco de sol, mais umas nuvens na Serra de Sintra, uma aragem abrasiva na praia de Carcavelos ou mesmo na Costa da Caparica, para olear as mentes decadentes e esquescer esta monotonia de país adormecido e cujos politicos e comentadores politicos, ainda nos adormecem mais. Este país que durante os últimos 30 anos aproveitou a sombra invernil dos carvalhos, pinheiros e eucalíptos, porque no Verâo os incêndios varrem tudo, acordaram para dizer que os portugueses estão mais pobres. Mas será que um dia foram mais ricos? Como alguém um dia respondia com um "olhe que não" eu plagio o compadrio destas três pequenas palavras para dizer que em Portugal passou muito dinheiro nestas três dezenas de anos mas que foi mal distribuido, se não aplicado. Mas esse ...

Um teto que não cai

Depois de umas boas aberrações mentirosas, estas mesmas mentiras se vão tornar uma realidade. É que a vida dos funcionários públicos está por um fio. E quem será o responsável por mais esta afronta? Pois bem, durante anos a pseudo-empregabilidade se fundia nos meandros da administração pública. Não é que houvesse emprego mas esta empregabilidade valia sempre uns pózinhos nos atos eleitorais. Mas longe vão os tempos dos tempos pseudo-vacas gordas que não tinham onde cair de fraqueza, mas era assim que se enganavam os tolos, porque a barriguinha precisa de se alimentar. Hoje, os responsáveis não dão a cara mas alguém vai pagar a sementeira das favas, cujas faveiras morreram à nascença. Sim, quando a semente não presta, esta não chega a dar o respetivo fruto, mesmo e só para as compensações dos gastos. Foi assim que aconteçeu nestes meandro de uma Administração dita pública que não foi capaz de gerir os fundos que a nós não diziam respeito, e que um dia teriam de ser ressarcidos com u...

Habilitações Literárias Temporais

De há uns tempos a esta parte, os consistentes plourinhos do Ministério na Avenida 5 de outubro, tudo tem feito para que as especiarias académicas sejam o mais reduzidas possíveis. Ao iniciar na pré-primária ao 1º ciclo o ato da poupança, passando-se pelos ciclos imediatos e tradicionais o tempo/custo/aluno, daí não se compadecerem com as consequentes detenções nos anos preleminares. Os alunos não devem passar muito tempo pelas cadeiras da escola. Daí a não inclusão do caso Relvas, no sistema do atual sistema onde este, poupou na carteira e na estrutura universitária. Pelos vistos, o que anda um estudante a fazer durante anos, nos estabelecimentos de ensino? A estudar? Não. A chatear os professores? Sim. A dar prejuizo ao Estado? Sim. E à carteira dos país, caso se trate de estabelecimentos de ensino superior, como a Lusófona, a Independente e Moderna? Então todos ganham. A escola que recebe, o aluno que não precisa da inteligência artificial de aprendizagem não adquirida e os...

Trabalhar não compensa

Desenganem-se os cidadãos de Portugal e desenganem-se os trabalhadores portugueses se acham que este país é o país das maravilhas. Para aqueles 300 000 avôs "Metralhas", que não esfularam as mãos com o cabo da enxada ou com a colher de pedreiro, para usufruirem dos míseros 400 euros é pouco e o Estado deveria dar-lhes mais. Mas aqueles ao qual durante anos, dobrando a espinhela dorsal, descontaram uma vida inteira e por vezes nem fins de semana tiveram, dá gozo passar-lhe o atestado de velhice com a módica quantia de 300 ou menos euros.