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29 de Setembro de 1983

Ainda o dia nascia
E os ponteiros do relógio não se tinham cruzado,
Caminhando para os primeiros dez minutos
Apontava-me a Enfermeira para o nascente da paridura.
 Não vez a cabecinha do teu filho?

Não - não via,
Mas no rosto da partoriente - o sofrimento
E no rosto do pai - a ansiedade,
Era o que via.

No sofrimento de quem estava a parir,
Naquele dia de Setembro,
E como pai em declínio desconfortável
Eu vi
A Enfermeira a apanhar o recém-nascido do nacedouro, enferrujado
E se encaminhar para o primeiro duche.

Pelos primeiros gritos
As lágrimas me vieram aos olhos
Num sentimento de alegria,
Até ao poder apertar a recente cria.

Agora posso ver o que não via.
O rosto de alegria
No teu rosto.

Tens nos olhos a  luz que faltava,
O meu retrato.

Agora posso ver o que então não via
O rosto da minha alegria
E no teu rosto.


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