O serviço militar em Portugal foi sempre considerado um dever ao serviço da Pátria. No entanto, foi a partir da década de sessenta que aos jovens portugueses se exigiu uma missão mais rigorosa, por causa do rebentamento da guerra em África. Grandes contingentes militares e em força na maioria com poucas formações militares, embarcavam para as frentes de batalha, como quem diz, como carne para canhão. No alistamento a situação física ou psicológica de cada mancebo, ou a posição de sustentabilidade familiar, pouco interessava. O que o país precisava era de mancebos alistados nas forças armadas, fosse no ramo da armada, no exército ou na força aérea era um ato patriótico, daí se dizer que quem não fosse para a tropa ou mesmo não embarcado para o teatro das operações era um inapto para a sociedade e para o resto da vida. Durante anos e após o jovem português ter completado dezoito anos de idade, o seu alistamento era efetuado obrigatoriamente e através de edital bem afixado à port...