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Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2013

Tens o domínio da Terra

Tu, que não tens p´ra contar Nenhum cêntimo contigo, Tu que te julgas mendigo, Desgraçado como um réu, Pára esta noite, por um momento Para contar no firmamento, Todas as estrelas do céu ... Tu, que caíste na estrada, A maldizer tua sorte, Pedindo a Deus pela morte Por que não podes andar, Olha a grandeza da terra, Todo espaço que ela encerra, E começa a caminha ... Tu que vives pelas ruas, Tu que dizes não ter casa, Que a vida é tábua-rasa, Que não tens onde morar ... Nem precisas de arquiteto, Piso é a terra, céu é o teto, Tens o mundo como lar !... Tu, que dizes passar fome, Por que este mundo é ingrato E nada põe no teu prato, Se não miséria e ganâncias, Estande a mão p´ra apanhar Tudo o que a terra quer dar Na maior das abundâncias ... Tu, que maldizes os outros, Por que a eles tudo é dado, Mas a ti, pobre coitado, Nada sobra, nada vem ... Antes, porém, de queixar-te, Usa tudo a mesma arte E hás de colher ...

Fecha a porta moço...

Uma vez mais os comboios da Linha de Sintra não responderam às necessidades de quem espera e desespera nas estações Como sempre e se houver falhas o comboio suprimido é quase sempre o Sintra-Alverca. Aconteceu hoje mesmo mais uma lacuna e o comboio que deveria ter partido de Sintra às 08 horas e 03 minutos, não partiu. Mas como o das 08 horas e doze minutos com destino à estação do Rossio partiu a horas, foi o suficiente para o apanhar até à estação da Damaia, afim de se fazer o transbordo para o comboio de Mira - Sintra - Oriente. Mas para desespero de alguns, pelos atrasos e de outros pelos incómodos causados pelo excesso populacional no interior das carruagens, outro dos contratempos e comuns são os desleixados dedos que ficam presos nas portas. Desta vez coube a uma moça ver entalado o seu dedo polegar na porta da terceira carruagem, quando esta abriu na estação da Damaia. Gritava a moça com as dores e do incómoda da porta demorar a fechar-se, gritando de dor e ao mesm...

29 de Setembro de 1983

Ainda o dia nascia E os ponteiros do relógio não se tinham cruzado, Caminhando para os primeiros dez minutos Apontava-me a Enfermeira para o nascente da paridura.  Não vez a cabecinha do teu filho? Não - não via, Mas no rosto da partoriente - o sofrimento E no rosto do pai - a ansiedade, Era o que via. No sofrimento de quem estava a parir, Naquele dia de Setembro, E como pai em declínio desconfortável Eu vi A Enfermeira a apanhar o recém-nascido do nacedouro, enferrujado E se encaminhar para o primeiro duche. Pelos primeiros gritos As lágrimas me vieram aos olhos Num sentimento de alegria, Até ao poder apertar a recente cria. Agora posso ver o que não via. O rosto de alegria No teu rosto. Tens nos olhos a  luz que faltava, O meu retrato. Agora posso ver o que então não via O rosto da minha alegria E no teu rosto. 

Mais uma greve na CP

Foi no dia 07 de novembro de 2013 que a CP decidiu uma vez mais parar os comboios de Portugal. A chamada greve que acarreta prejuizos para quem quer ir trabalhar e lucros para aqueles que não têm prejuizos, já que o material circundantes não tem desgastes, além da criação de camadas oxidantes, vulgo ferrugem, por falta de manutenção. Por sua vez os utentes, tal como eu, de passe na mão, encontramos as cancelas escancaradas, sempre que as tais greves acontecem. Espetacular. As cancelas ficam abertas em dia de greve, mas fechadas em dias de não grave - porque será? Senhores administradores da CP, comboios de Portugal, poupem os utentes, cidadão contribuintes que têm o seu passe pago e sem demoras querem o caminho livre nas passagens, quer sigam para o trabalho ou no retorno, para casa. As barreiras, são um entrave diário aos utentes legais da CP, menos aos incauto incumpridores que arrastam quem paga e não pagam, ou mesmo saltando-as sem que alguém se oponha a tal ato de v...