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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2012

Um arenal para os olhos

Durante anos, dizia-se que Portugal vivia uma ditadura onde os governantes, trauliteiros, deixavam morrer o povo à fome e não satisfeitos atiram com a policia de choque ao povo. Como se não bastasse essa onda de choque ainda existiam os crápulas da policia política que prendia inocentes e os enviavam para a prisão do Tarrafal, Cachias, Peniche, entre outras prisões. O povo aguentou tudo isto durante, diz-se quarenta anos. Em 1974, na madrugada alguém padrasto da sociedade ofereceu-se para libertar a sociedade oprimida. Então, uns militarzecos na ordem dos trinta anos, resolveu a sua vidinha e a de mais alguns amiguinhos instaurando o estado de sítio e deitando a ditadura abaixo. Portugal foi então considerado livre. Mas essa liberdade, pagou-se e paga-se caro. Aos cidadãos do trabalho foi oferecida uma migalha para matar a fome e assim andaram calados durante anos. Ao fim de 38, acharam-se gozados por esta classe política, sem distinção de cores, chamando-lhes de ladrões. Foi o pri...

Uma vida putativa

Quando me conheci, a vida era duríssima. Pais, mães e avós, debatiam-se com a míserável oferta de trabalho, que por uns também míseros tostões, se esmeoçavam do nascer ao pôr-do-Sol, dobrados por debaixo da coluna vertebral a tal espinha humana que vergada o dia todo e à noite se renegava em voltar à posição vertical, para que o sustento fosse garantido. Os patrões, aqueles santos que durante anos mataram a fome a numerosas familias, um dia foram escorraçados e muitos deles até abandonados do berço de ouro que os viu nascer. As terras foram abandonadas e os agricultores abandonaram as suas lides por uns trocos. Os grandes hipermercados, estariam a ser abastecidos por grandes superficies espanholas, francesas ou alemãs. Quanto ao produto português, nem vê-lo. Os grandes campos de cultivo alentejanos ou transmontanos, ficaram ao abandono, carregados de giestas ou mesmo transformados em matagal, porque não valia apena lavrar a terra. Os trabalhadores, muitos deles sem terem ...

Um país de doutores

Não há movimento nesta administração pública onde o título não se pronuncie minuto a minuto. Isto é doutor para aqui, doutor para ali e doutor para acolá e o trabalho a abarrotar nas secretárias, à espera de um despacho de um outro doutor mais habilitado. Alguém disse um dia que a maioria das habituais licenciaturas, não passe de um acerto na escolaridade obrigatória, mas eu adianto ser o acerto de contas das grandes instituições privadas do chamado ensino superior. Mas se o título resolvesse o emaranhado das causas, tão negativas que elas se encontram, até não se perderia tudo, mas afinal o que encontramos neste canudo é o de um indicador de incompetências dos problemas, paredes meias com a falta de experência na formação empresarial. Até estes tempos, cairam na administração pública a maioria dos licenciados, que avolumaram as circunstaciais e excessivas cargas despesistas com pessoal do Estado, para pouco proveito, em prejuizo dos profissionais de longa carreira, com experi...

Meu Portugal a arder

O meu país está conzento e poucos carecem de optimismo para o verem verdegente. Por este país abaixo ou acima, para nascente ou poente é ver-mos as matas recheadas de massa inflamada, deixada pelos madeireiros que depois de chuparem a matéria bruta das árvores se desmancham das miúdezas verdegentes que depois de ressequidas, ardem que nem papel de jornal. Mas se eu quisesse desmoronar estas arbitrariedades, inflegindo argumentos para que as matas fossem minimamente limpas, não vejo apoio áqueles que precisam de ajuda pelas autoridades no sentido de obrigar os madeireiros a retirarem essa matéria. Mais me apraz salientar nesta tristeza esfumeada que os ajuntamentos se deveriam fazer antes dos grandes incêndios e em colaboração com as autoridades camarários ou juntas de freguesia, poderem planear algumas limpezas, na zona mais movimentada, triturando as impurezas. Seriam milhares de euros que a nossa economia lucraria em vez do prejuizo, material, animal e humano, que nos confrontamos an...