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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2015

Silêncio que se faz tarde

Reina uma calmaria na avenida E dentro da sala apenas se ouve o bater no teclado Pois temos a aproximação do feriado do 1º de Maio E de um fim de semana prolongado. Porém alguém mete umas moeda no moedeiro E da máquina do café se ouve o trabalhar Será que alguém está ensonado Ou o prazer do café quer saborear. Os carros sobem e descem a avenida E agora o ruído de um avião Nos passeios, porém Não se vê um peão. O mesmo se passa com a rama dos pinheiros Que aprecio pela janela Quietinha a sua caruma Que faz lembrar a chegada do Verão. Muda e queda Está ela à minha frente Será que merece uma palavra Ou despeço-me de boca fechada.

Ombro, arma?

Companheiro. Jámais ouvirei a voz de comando, característica tua, que costumavas ostentar quando eu entrava na instalações do IMT, com o guarda-chuva ao ombro, recordando a G3 como a menina que dormiu comigo, no quartel, à cabeceira da cama quando mencebo. Ombro arma, companheiro, dizias tu quando à porta do edificios saboreavas o teu cigarrito. Partiste cedo. Foi cedo demais. Então aqui te envio com sinceridade um voto de saudades, esmerando no teu sofrimento nos últimos dias vida. Aquele outro sorriso e sempre bem-disposto áquela hora de almoço onde passavas umas horas a saborear a refeição e me dirigias uma saudação simpática sempre que passava, e hoje o espaço vazio.

Sem perdão

No acumular depressiativo dos acontecimentos, a coisa aconteceu. Não vale apena lastimar-me nos acontecimentos, até porque não há perdão. Tocar numa mulher com as pontas dos dedos é como ferir uma flor de tédio. Mas a coisa foi rápida e já não há perdão. Mas eu sou assim, nasci assim e cresci assim. Não aguento a pressão de quem me enfrenta ou critique o meu trabalho. Uma vez mais fracassei e até poderia ferir de morte, aquela que ao longo dos anos me ajuda a crescer e a criar o nosso filho. Mas a rapidez espurádica da acção é mais forte e chorar pelo leite derramado já não tem perdão e mais um pecado cometi. Sei que nos meandros da vida isto não esquece. Dura eternamente e vem sempre ao de cima. Mas de que vale tudo isto se não tem perdão e se efetivamente há amor em cada segundo que passa ou apenas, gerar a ilusão de não se querer ficar só.