O meu Portugal sofreu uma tremenda dose de terrorismo incendiário em 2017. Ora por mãos de terroristas como foram os incêndios em Julho, ora por motivos naturais como alguns dos incêndios do mês de Outubro. Mas muito se tem especulado e quero mesmo deixar de acreditar que alguns incêndios tiveram causas políticas. Mas num e noutro caso, os portugueses até têm alguma culpabilidade, culpa esta de maior vulto na corresponsabilização no poder político que pouco ou nada tem feito pela limpeza das matas, ou na aplicabilidade da lei.
Para além dos bens materiais, em 2017, houve perdas humanas, o que lamento. O que mais me revolta e me dói. Os nossos antepassados, construiram e cuidaram das matas, mesmo com precárias condições no combate ou mesmo sem condições no combate a incêndios. Hoje, com meios aéreos e terrestres sufisticados, não foi possível evitar a tragédia. O que significa que não estamos minimamente preparados para estas vicissitudes que, ano após ano vão destruindo a riqueza de um País, como aconteceu com o Pinhal de Leiria, ao fim de 700 anos, onde 80% do pinal foi destruído pelas chamas. E o centro de Portugal, com um verde brilhante, transformado em poucos dias,num cinza escuro.
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
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