São cinco horas da manhã do último dia de janeiro de 2017
Chove torrencialmente em Sintra.
Seria uma hora normalíssima para me levantar
E ir à casa de banho, fazer xixi.
Até estava razoavelmente bem disposto
Se do lado oposto da cama
Não ouvisse a versão da minha cara metade
Corta a laranjeira que não está lá a fazer nada
Depois de lhe teres cortado os ramos
Não há flor -logo não vai haver fruto.
Foda-se
A esta hora ter que me calar...
Sempre a mesma coisa
Será que isto não é uma outra forma de violência doméstica?
Só me resta esperar pela primavera
e ver a laranjeira a florescer
Caso contrário estou fodido
Numa guerra, no mato ou na montanha, devidamente instalado ou encurralado o inimigo dá sinais da sua presença e mais tarde ou mais cedo mata ou morre. Neste caso o IN não se conhece. Apareceu, anda por aí e todos constatamos o prejuízo que dá às populações. Infelizmente ninguém está preparado para esta batalha e os nossos soldados acabam, também eles, indocumentados a pagarem pela falta de informação. Espero que rapidamente este IN seja devastado e atirado às bestas de forma a pagar por tudo o que de mal nos está a fazer.
Comentários
Enviar um comentário